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Etiqueta: guiné-bissau

PCD denuncia manipulação em Bafatá e Contuboel

O PCD considera que lhe roubaram dois deputados (Bafatá e Contuboel). As actas assinadas nas tabancas não coincidem com resultados oficiais divulgados, isto de acordo com Nado Mandinga. Um caso que denuncia a manipulação de resultados.

Há quem comece já a questionar o resultado de Paulo Gomes, muito inferior às expectativas. A ter em conta que não foram publicamente divulgados, na conferência de imprensa, pelo presidente da CNE, os votos brancos, nulos e abstenção. Só foram divulgados os votos nos partidos e candidatos presidenciais.

Eleições

deputados
Paigc – 55
Prs  – 41
Pusd
Um – 1
Pcd – 2
Prd – 2
upg
prid
pt
mp
prn
ps
psd
fds
rgb

Presidenciais %

Paulo 60.783 – 9
Jomave 252.269 – 40,98
Nabian 154.784 – 25,14
abel 43.293 – 7,3
iaia 28.068 – 4,56
sory 19.209  – 3,12
afonso té 18.3.. – 2,99
helder 8.516 – 1,38
quadé 8.432 1,37
arregado 7.105 – 1,15
nancassa 6.815  – 1,11
malu 5,946 – 0,97
cirilo 2.036 – 0,33

Total votantes
613.654 100

E agora?

O povo votou. Ainda não há dados oficiais, mas a termos em conta as informações que vão sendo conhecidas tudo aponta para que o vencedor (da primeira volta), nas presidenciais, seja José Mário Vaz (Jomav). A incógnita quanto ao segundo colocado, Paulo Gomes ou Nuno Nabian, mantém-se por enquanto.

Algumas conclusões podem desde já extrair-se:

1) O povo mantém a tendência de há 2 anos, o que constitui uma clara derrota dos golpistas e transitórios

2) Carlos Gomes Junior, que indicou o voto em Jomav, sobressai como grande vencedor.

Agora, como vai reagir António Indjai aos resultados? E que implicações tem o ressurgimento do Grande Morto, ainda que seja para um funeral que já tarda há muito?

Aguardem-se os desenvolvimentos…

O pomba Indjai

O general António Indjai, que liderou o golpe de estado que, como todos se recordam, há dois anos interrompeu as eleições presidenciais na Guiné-Bissau, hoje lançou pombas brancas depois de votar no bairro de Plubá onde reside, aqui em Bissau.

“Paz, paz”, foram as únicas palavras do dito general que no dia das eleições gerais presidenciais e legislativas) trocou a farda pelo branco imaculado de uma túnica e chapéu muçulmano.

Em breve saberemos se assim é…

A ver se com pombas engana os tolos... mas os guineenses não se deixarão enganar.

A ver se com pombas engana os tolos… mas os guineenses não se deixarão enganar.

 

International Crisis Group: a situação na Guiné-Bissau

O International Crisis Group dedica o Briefing nº 98, à situação guineense. No documento, refere-se que a pressão internacional foi determinante para a realização das eleições, e que os responsáveis políticos e militares não tiveram outra hipótese senão aceitar ir a eleições para evitar a falência do Estado e sair do isolamento internacional persistente.

Leia o documento em:

http://www.crisisgroup.org/en/regions/africa/west-africa/guinea-bissau/b098-guinea-bissau-elections-but-then-what.aspx?alt_lang=fr

Guiné-Bissau: Chefias militares recusam votos antecipados dos paramilitares

Bissau – As Chefias militares da Guiné-Bissau recusaram os votos antecipados dos militares e paramilitares, que deviam ter lugar esta quinta-feira, 10 de Abril, no âmbito das eleições Gerais de 13 de Abril.

A informação foi avançada à PNN por uma fonte do Comando Conjunto para o Asseguramento, horas depois de este ter indicado os seus elementos destacados para manter a ordem e segurança neste processo.

«Recebemos agora um telefonema onde tudo ficou suspenso, já não vai haver votos antecipados tal como estava previsto», revelou a fonte.

Não se conhece a razão deste impedimento, contudo, fonte da PNN disse tratar-se supostamente de fuga de informação sobre em que candidato as forças de defesa e segurança iriam votar.

A lei eleitoral guineense prevê esta situação de votos antecipados para as pessoas em missões de serviço no estrangeiro, assim como para as forças de defesa e segurança por forma a facilitar-lhes a mobilidade para garantir a segurança no dia da votação.

De referir que 1.900 efectivos, entre os elementos da Polícia de Ordem Pública, Guarda Nacional e Forças Armadas, deviam votar antecipadamente a 10 de Abril para as eleições Gerais que têm lugar na Guiné-Bissau este Domingo, 13 de Abril.

Fonte: http://www.bissaudigital.com/noticias.php?noticia=2000333435

O sobrinho médico diz que “prognóstico” só no fim do jogo

Acto 1 – Morre o político do barrete encarnado (pubis na tchóra ôoooooooo)

Acto 2 – A família avança que ele morreu de ataque cardíaco (pubis na tchóra ôooooooooo)

Acto 3 – Horas depois sobrinho médico garante que ele está mesmo morto…só não sabe de quê…só depois das eleições… (pubis na tchóra ôoooooooo)

Acto 4 – (A Guiné-Bissau vota). Nabian perde e o falecido aguarda funeral (pubis na tchóra ôoooooo)

Acto 5 – (sobrinho médico reentra em cena) Kumba Yalá foi assassinado… (pubis sei na fala: “mbé ess i kal toroça kê sta nel?!”)

Acto 6 – Djumbulmani na baliza di báss…Padjigada geral!

Acto 7 – Ramos Horta kapli na baliza di riba! (pubis kuma: “Deus obrigada”!)

Acto 8 – O governo de transição sempre prestável coloca-se à disposição.

Acto 9 – A madeira acaba na Guiné-Bissau e chineses exploram morcegos e jagudis

FIM

NOTA: (Traduções)

(pubis na tchóra ôoooooooo) – o povo chora

(pubis sei na fala: “mbé ess i kal toroça kê sta nel?!”) – o povo passa-se e diz “mas que raio de brincadeira é esta?!)

Djumbulmani na baliza di báss…Padjigada geral! – Confusão na baliza de baixo… debandada geral

Ramos Horta kapli na baliza di riba! (pubis kuma: “Deus obrigada”!)

Ramos Horta foge pela baliza de cima! (o povo diz: Deus obrigado)

O Abril de Kumba e de Nabian

A morte de Kumba Yalá vem colocar questões interessantes sobre o futuro e sobre o destino político do nosso País. Envolto em polémica em vida, até na morte continuam as contradições. Morreu de doença ou foi envenenado? Embora esta última hipótese se comece a levantar em Bissau por certos sectores, não devemos esquecer que estava gravemente doente e que ele próprio tinha conhecimento do seu fim próximo.

O candidato Paulo Gomes, que conta com o apoio do Banco Mundial e não da Nigéria (ao contrário do que sectores kumbistas do PRS quiseram fazer crer), tem vindo aumentar a sua popularidade, sendo o candidato dos jovens e de outros partidos, o que fazia perigar as oportunidades do candidato de Kumba Yalá. Tanto mais que Paulo Gomes tem contado também com o apoio crescente dos partidários de Domingos Simões Pereira…

O tabuleiro de Nabian, é o tabuleiro preferido dos nigerianos.

Este, com Kumba vivo, tinha um apoio considerável, embora não necessariamente decisivo, devido à divisão do eleitorado balanta. Com Kumba morto, Nabian perde essa base de sustentação, a menos que se crie o mito de que Kumba foi envenenado… Aí, aumentam as probabilidades de um apoio único dos balantas.

As declarações do médico de Kumba de que o funeral só se realizará após as eleições, após a vitória de Nuno Nabian são esclarecedoras… Há tempo para tentar criar o mito de que Kumba foi assassinado… uma notícia a surgir, convenientemente em caso de dificuldades de Nabian, antes da votação.

Mas há um dado a ter em consideração, no meio das contradições que envolvem a morte de Kumba Yalá, o seu médico e sobrinho, descaiu-se ao afirmar que o próprio Kumba lhe disse: “eu vou ser sepultado só depois da vitória de Nuno Gomes Nabian”… Uma pergunta nos surge aqui: se Kumba estava consciente, a probabilidade de ter morrido de doença é muito maior, do que a de ter sido envenado. A hipótese envenenamento só interessa mesmo aos filhos “órfãos” do kumbismo e de Kumba. Saudades, não deixa!

Abril: mês fatídico

Kumba já se foi! Abril confirma-se como mês fatal para golpistas e transitórios. Tiros mil? Mortes mil? Prisões mil?
Bubo afastado, Kumba, morto… e Indjai? Como fica?

Mané “ilegítimo”

Guiné-Bissau: STJ declara Abudu Mane ilegítimo para impugnar candidatura de JOMAV

Bissau – A plenária do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) declarou Abudu Mane, o Procurador-geral da República da Guiné-Bissau, como uma figura «ilegítima» para impugnar a proposta de candidatura do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) às eleições Presidenciais de Abril.

«O impugnante, ao fundamentar a sua impugnação com o processo-crime contra o candidato, que corre nos tribunais, em que o delegado titular do processo no exercício legal da sua competência constituiu suspeito, significa que ele próprio reconhece competência processual, neste caso ao referido delegado do Ministério Público, tornando-se assim o Procurador-geral da República ilegítimo para impugnar a proposta de candidatura às Presidenciais, apresentada pelo PAIGC», lê-se no acordo do STJ.

Segundo o Acórdão da instituição judiciária guineense, datado de 12 de Março, relativamente ao processo de impugnação movido a 6 de Março pelo Procurador-geral da República, Abudu Mane, o colectivo de juízes conselheiros do STJ decidiu recusar.

«Recusa-se provimento à pretensão do aqui impugnante, declarando-se o candidato pelo PAIGC às Presidenciais de 13 de Abril, José Mário Vaz, elegível nos termos da Lei Eleitoral», lê-se no referido acordo que a PNN consultou.

O documento assinado por sete juízes conselheiros, incluindo o Presidente do STJ, Paulo Sanha, justifica a recusa das pretensões de Abudu Mane com a presunção de inocência, que em nenhum momento deve ser recorrida para inocentar o suspeito, mas sim para lhe garantir a dignidade humana que lhe é reconhecida pela Constituição da República no seu estatuto de suspeito, para responder em juízo e ter a uma «justice equitable».

Por outro lado, os conselheiros sublinharam que JOMAV é apenas um suspeito no processo que o Ministério Público invoca, que deu entrada no STJ.

«Sempre se dirá que, mesmo que por hipótese fosse o delegado titular do processo de impugnação à candidatura, a mesma não seria procedente, porquanto Mário Vaz é apenas suspeito no processo em causa e, por isso, o seu estatuto processual não se enquadra nas alíneas b) e c) do artigo 102.º da Lei número 3/98 de 23 de Abril, bem como em quaisquer outras disposições referentes à capacidade eleitoral passiva», refere o acordo do Supremo.

Além deste aspecto jurídico, o grupo foi mais além informando a Abudu Mane que não apresentou certidão condenatória transitada em julgada que prove a inelegibilidade do candidato Mário Vaz as eleições de 13 de Abril.

A terminar, o STJ lembrou ao Ministério Público que a Lei Eleitoral determina que nenhum candidato pode ser sujeito a prisão preventiva, salvo em caso de flagrante delito por crimes puníveis com pena de prisão cujo limite máximo seja superior a três anos.
(c) PNN Portuguese News Network

Fonte: http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=40795

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