Kumba Yalá na pelelé di gatu

by pasmalu

Depois de ano e meio a manobrar intensamente na “clandestinidade” movendo peões, definindo estratégias, mandando assassinar cidadãos e conspirando permanentemente, eis que Kumba Yalá decide vir à tona e assumir a condução do processo de “transição” à vista de todos.

Julga ele que capitalizou durante este tempo todo que esteve “escondido”, o “prestígio” de quem esteve alheio a todas as barbaridades cometidas.

Só acredita quem o não conhece ou quem é muitíssimo ingénuo, por mais prémios internacionais que tenha…

Kumba Yalá é o maior assassino político que a Guiné-Bissau já teve, mesmo comparado a um bom número deles, e não foram assim tão poucos.

Quem esteve por detrás do caso 17 de Outubro, denunciando Paulo Correia e Viriato Pam a Nino Vieira, foi precisamente Kumba Yala, temeroso de ver surgir dentro da sua etnia figuras prestigiadas e sérias e que iam roubar o seu protagonismo primitivista. Conseguiu eliminá-los, mesmo à custa de uma matança nunca vista de comandantes balantas, para se assumir como seu líder.

Durante toda a sua vida ordenou a morte de forma bárbara de quem bem quis e entendeu, criando para isso os célebres “comandos da morte”, directamente dependentes dele e agindo sobre as suas ordens.

Apesar de tudo, viu começar a escapar-lhe um PRS que procura enveredar por caminhos mais civilizados e que quer uma ruptura com a barbárie kumbista.

Isso obrigou-o agora a mudar de estratégia: começou a mandar sovar e matar os “seus” próprios militantes do PRS, coisa nunca vista, e decidiu vir à luz do dia apresentar-se como o anjinho mais pacífico da paróquia.

Aproveitou o branqueamento que Ramos Horta lhe fez e assume um discurso “desportivo”, que este lhe recomendou que fizesse aquando da última das visitas que fez a sua casa, assegurando que lhe ia devolver os 8 milhões de dólares que Khadafi lhe dera e que ele distribuíra pelos militares.

E andamos todos a aturar e a pagar esta encomenda que as Nações Unidas despachou para cá e que teve a luminária ideia de criar mais três escritórios regionais das Nações Unidas, em Bafatá, S. Domingos e Buba, alegando que se trata de descentralizar a incompetência e inoperância que até agora era privilégio exclusivo da sede de Bissau.

Por seu lado, o povo guineense pergunta quando é que alguém também trata da saúde do nosso Savimbi. À semelhança de Angola é a grande oportunidade para termos paz de uma vez por todas.

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