Guiné-Bissau no pico da transição

by pasmalu

Os neocolonialistas da CEDEAO que organizaram e deram luz verde para o golpe de estado, comprometeram-se a endireitar o País promovendo a reforma das forças de segurança e da trupalhada.

Invadiram os quartéis com a sua tropa fandanga, liderados pelos ditadores nigerianos, nomearam o governador-geral Serifo Nhimi Adju e constituíram o governo mais incompetente de que há memória nesta terra.

Agora virou-se o bico ao prego. A reverência de António Indjai passou a um combate sem tréguas em relação à Nigéria, fomentando o ataque à sua embaixada, criando um ódio popular (absolutamente justificado) aos chefes nigerianos e preparando-se para ações de guerrilha urbana contra eles.

Os dois já não cabem na mesma caçarola. Ou a Nigéria, que está a obedecer a instruções dos Estados Unidos para capturar Indjai, ganha ou Indjai corre com eles daqui para fora.

O problema maior de Indjai é que o trabalho de sapa feito pelos militares nigerianos e senegaleses dentro dos quartéis, está a conquistar apoiantes dispostos a correr, a bem ou a mal, com Indjai e capangas. Tudo indica que os militares guineenses que estão dispostos a acabar com a vida de Indjai, estão já muito perto e infiltrados no circulo restrito de “fiéis”.

A dúvida é a de saber quanto tempo ainda vai durar o reinado dos barrigudos, ávidos na usurpação do dinheiro proveniente de toda e qualquer repartição estatal.

O mais incrível é que o descredibilizado do Ramos Horta apresenta o País como o melhor do mundo, a evoluir fantasticamente, farta-se de prometer fundos para o pós-eleições e apresenta peças de teatro trágico-cómicas de qualidade duvidosa, com o esclerosado e choroso do Xanana.

Afinal o que quer o Horta com a sua estadia na Guiné-Bissau, para além das passeatas, viagens permanentes e chorudas ajudas de custo?