A doença de Nhamadjo

by pasmalu

Perguntado pelos órgãos de comunicação social sobre afinal qual era a doença que o fazia ficar tanto tempo afastado de Bissau e a sair com frequência para a Alemanha, Serifo Nhamadjo não respondeu.

Deu umas explicações contraditórias, mas recusou-se a responder com objectividade.

Tal atitude é legítima num cidadão normal, mas não o é numa figura pública, que assume um alto posto no Estado, mesmo que nomeado por uma organização regional, e que pretende fazer uma carreira política.

Os cidadãos têm direito a saber o que se passa com a sua doença e das consequências que pode ter no exercício das suas funções.

É evidente que o cancro da próstata que o afecta, exige tratamentos de quimioterapia, cujos efeitos são claramente visíveis, como a perda completa de cabelo e a notória redução da sua capacidade de trabalho.

Nesta fase da vida guineense, o país precisa de dinamismo e determinação, que esta doença não dá. Nos momentos chave ele é obrigado a sair do país para tratamento regular e frequente de quimioterapia no estrangeiro. E o país vai viver ao sabor dos seus tratamentos e debilidades.

Como cidadão, a população da Guiné-Bissau deseja-lhe as melhoras, mas como dirigente político, a população exige que dê o lugar a outro.