Kal dia que Deus na tiranu na mon dê djintis?

by pasmalu

A luta pelo poder em Bissau está a chegar ao rubro.

Por um lado a CEDEAO que “equilibrou” o poder militar dos golpistas, ocupando já algumas instalações que estavam sob o controlo dos fiéis de António Indjai, importando material militar sem dar cavaco aos golpistas, julga ter chegado o momento de avançar no domínio político, impondo um novo governo mais “inclusivo”.

Sabe-se que, desde o início foi a CEDEAO que incitou os militares ao golpe de estado com o objetivo de inverter a tendência de ocupação económica pelas empresas angolanas, afirmando que a Guiné-Bissau estava no seu espaço de controlo. Foi ela que empurrou o novo poder de transição eterna para invocar os malefícios de Angola, sem nunca ter provado nada.

Desde Abril do ano passado, o número de empresas senegalesas, marfinenses e nigerianas estabelecidas em Bissau, cresceu vertiginosamente, começando a dominar os setores da banca e da construção civil.

Por isso, a CEDEAO passou ao ataque, menosprezando os seus aliados iniciais, os militares golpistas, e passando ela a fomentar divergências no seu seio. O caso da revolta das patentes que quase deu em golpe contra Indjai, o ambiente de intriga interno entre militares, os roubos e desvios de fundos dos quarteis, as agressões violentas de militares, ordenadas pelos seus superiores, tem tido a mão invisivel da CEDEAO.

Ela está cansada, porque já não precisa dos golpistas que lhes andam a atrasar o processo político que eles congeminaram. A CEDEAO quer mudar o governo e os golpistas receiam perder um forte aliado no domínio do poder.

O conflito está aberto e prevê-se o pior.

Kal dia que Deus na tiranu na mon dê djintis?(quando é que Deus nos livra desta gente?) é a pergunta desesperada que toda a população faz diariamente.

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