Kumba i na manóbra

by pasmalu

Kumba, embora em rampa inclinada, não se dá por vencido e aposta em dois tabuleiros.

Um, o do PRS, com o seu delfim Nambeia à cabeça, procurando mudar a imagem o partido para convencer incautos de outras etnias que julguem que algo vá mudar e que vale a pena apostar neles.

O outro tabuleiro, é o do PAIGC, partido completamente perdido e sem rumo, à mercê de uma nova guarda que já teve tempo para provar que gosta mais do poleiro do que do país. Aí Kumba tirou a sua boina vermelha, adquiriu a nacionalidade guineense, jurou pelas alminhas que era PAIGC deste pequenino e, perante uma assembleia rendida à sua reconversão que o ovacionava freneticamente, ele dizia aos seus apaniguados de mais perto: “vou ser candidato, porque os que há, Ocante e Pereira não têm base de apoio e a nomenklatura, a velha guarda, chefiada pelo Manecas, não vai conseguir ninguém que me consiga bater”.

É assim que a Praça dos Heróis está a fervilhar com montanhas de militantes a posicionarem-se e de candidatos a um lugar no próximo governos a correr num vai-vem para os djambakosses e murus. Estes andam delirantes, sempre a faturar, chegando a trabalhar para uns e outros ao mesmo tempo. Dinheiro não falta…