Inventona kumbista

by pasmalu

Ontem, dia 21 de Outubro, Kumba e seus mandantes organizaram uma farsa a que chamaram de “tentativa de golpe de estado”. Mal organizada e revelendo grande incompetência, não seria grave se não tivessem sido assassinados a sangue frio 6 jovens felupes que se encontravam em suas casas.

Depois de os matarem, transportaram-nos para a porta do quartel de Brá, tendo morto perante os habitantes da zona e sem subterfúgios, o sentinela também da etnia felupe.

Ao organizar esta farsa, Kumba Ialá, na senda do discurso que divulgámos na passada sexta-feira (com o título: Kumba medi rindido na si chefundadi), pretende:

1º) criar condições para acusar Cadogo da sua autoria moral e assim arranjar um pretexto para o impedir de regressar a Bissau, facto que teme como o diabo da cruz. Refira-se que a campanha pública para o regresso de Cadogo, dirigido pela FRENAGOLPE, já tinha recolhido, em curto espaço de tempo, cerca de duzentas mil assinaturas, registando enorme adesão popular e filas intermináveis de pessoas a quererem assinar o Manifesto. Com uma velocidade nunca antes vista, ontem mesmo o PRS emitiu um comunicado denunciando o golpe como uma manobra de Cadogo, CPLP e Portugal, “num momento em que o governo da Guiné-Bissau estava a funcionar em pleno e com resultados evidentes”, segundo o PRS.

2º) dar uma ensinadela ao contingente felupe que integra as forças armadas e que nunca aderiu ao golpe de Abril. A forma selvagem e bárbara como foram mortos estes jovens felupes, faz de Kumba, para além do reconhecido assassino que todos sabem que é, o responsável pelo “17 de Outubro” dos Felupes. Tal como Nino acabou por morrer pela inventona contra os Balantas, no caso Paulo Correia, e em que foi evidente a cumplicidade de Kumba, também agora ele marcou o seu destino a curto prazo. Bastava ouvir ontem o grande número de mulheres felupes que se juntou no cemitério, para saber que Kumba traçou o seu destino. Diziam elas: Kumba nunca mais terá coragem para ir ao chão felupe no norte do País; Somos nós que o iremos matar aqui em Bissau. O Kumba não sabe com quem se meteu.

O pseudo-golpe de ontem, não passou, afinal, de uma montagem colada a cuspo que não resiste a uma análise, mesmo que superficial, dos factos.

E CÂ NA ODJA

E FINDJI KUMA E CÂ NA ODJA NADA

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