Tarékundadi

by pasmalu

A Guiné-Bissau continua nas bocas do mundo (este um abuso de linguagem, claro está, pois o mundo pouco se preocupa com o nosso país) pela participação de representantes de dois governos, o legítimo e o outro, na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Afinal… guinesíces destas não se comparam às chinesices! A China, ao menos, é importante para o mundo, é IMPONENTE. Os “líderes transitórios” guineenses  tolerados pelos golpistas É QUE NÃO! Em breve, tudo se vai esclarecer, mas informações dadas por fidedignas garantem que nem Nhamadjo vai ser xerife por terras americanas, mais precisamente nas Nações Unidas, nem mokotó vai ter à mesa de Hillary. Ele bem gostava!

É dado como certo que Manecas Santos, despachado para a ONU, não obteve o reconhecimento que pretendia por parte da organização. Falho de dinheiros, na esperança do envio de umas “verdinhas”, não esteve com meias medidas, “enganou” os novos patrões, com números de ilusionista, na esperança de que as “massitas” fossem entretanto enviadas. Infelizmente, nem o apoio de um antigo embaixador norte-americano lhe valeu. Ficou tudo em águas de bacalhau (o que, diga-se a verdade, não são muito longe de Nova Iorque, na Terra Nova).

Claro que a CPLP teve muito mérito em barrar as pretensões dos “transitórios”. O novo secretário-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa tem-se mostrado “muito assertivo”, dizem-nos  fontes diplomáticas. O moçambicano Murade Isaac Murargy não tem nada a perder (ou a ganhar) como o seu antecessor, Domingos Simões Pereira. Como agora se constata, o pouco empenhamento do anterior secretário-geral da CPLP tinha a ver com o resguardo, face ao poder dos militares no país, pois sem o beneplácito de António Indjai nunca ele, Simões Pereira, poderia avançar na corrida à liderança do PAIGC.

Mas há mais peões na corrida. Não iremos falar deles agora… Deixamos isso para uma outra oportunidade. O que interessa agora salientar é o clima de mal-estar existente no país. Os controlos militares são exemplo do agravamento da situação. Em Bissau, sucedem-se diariamente nas estradas, a partir das 2h00 da manhã, e no norte e sul do país, ao longo do dia. Quererá isto dizer alguma coisa? E o descontentamento dos militares guineenses, subalternizados e desconsiderados pelos seus “parceiros” da CEDEAO, que ocupam posições no terreno sem sequer pedirem consentimento ou comunicarem? Aguardemos… já estamos habituados a fazê-lo. Esperemos que a paciência tenha limites.

PS – Um pedido de desculpa pela prolongada ausência, mas motivos de força maior, não nos permitiram nos últimos tempos estar online. Esperamos voltar agora a uma presença mais assídua.