Maldita cocaína 4

by pasmalu

Nhu Certório, lala kêma, kau di sucundi ka ten

Todos desconfiavam em Bissau que o PRS era o maior protagonista do tráfico de droga, instruindo a cúpula militar para as operações de terreno, a partilha do dinheiro da sua venda e a “limpeza” física das fontes de informação inconvenientes.

Até agora os dirigentes do PRS escudavam-se num banal discurso oficial anti-droga e no recrutamento garantido de Ministros do Interior conotados com o tráfico internacional de droga.

As luxuosas residências dos bairros do Alto de Bandim e Aeroporto (a caminho de Safim), em Bissau, são o forte aroma do tráfico de cocaína, que se alastrou até Bissorã.

Nhu Certório Biote, sempre a caminho da chefia das Alfandegas e do Ministério do Interior, especialmente no período em que as aeronaves intensamente descarregavam “medicamentos” no aeroporto de Bissau, chegava mesmo a colocar a sua frota de transportes de toca-toca para o apoio às operações terrestres.

Os documentos e fotografias estão aí e não deixam dúvidas.

Lala kêma … não é assim Monsieur Carvallô?

Como é que Certório Biote, com fortes ligações a Lumba Yalá, foi ministro do Interior quando se encontrava ligado ao narcotráfico? Uma pergunta que urge responder.

Certório Biote tem muito que esclarecer. Não há coincidências.

Face a estes documentos e a outras informações, algumas questões exigem esclarecimentos, pois não há coincidências

Como se justifica que Certório Biote, homem muito próximo de Kumba Yalá, com ligações ao narcotráfico (como se vê, referenciadas neste documento, já em 2006) tenha sido um ano depois ministro do Interior?

A sua nomeação para ministro do Interior, em 2007, teve que objectivos? Facilitar o caminho ao narcotráfico ou erradica-lo do País, conforme promessa efectuada na tomada de posse? Pena é que Baciro Dabó, seu predecessor não esteja vivo para ajudar a esclarecer este facto.

Como justificar a apetência do PRS pela pasta do Interior ( recorde-se que também Ernesto Carvalho, outro elemento do PRS, dado como “barão da droga”, a ocupou) a não ser por reais e profundas ligações ao narcotráfico. Aliás, o papel de Kumba Ialá no desencadear do golpe de 12 de Abril, não terá ficado a dever-se ao risco evidente de o País, com a presença da Missang, se tornar de facto um Estado de Direito, inviabilizando a acção dos narcotraficantes?

E o papel de António Indjai no comando da sublevação de 12 de Abril, não teve a ver com a sobrevivência “aberta” do narcotráfico? É bom lembrar a implicação deste militar na operação de Cufar, no sul do País, desmantelada por Zamora Induta, em que ele, Indjai, foi obrigado a assinar um documento reconhecendo a sua participação no narcotráfico (ler documentos nos links em baixo)

Ficam a questões… e os documentos.

Fontes: http://www.angonoticias.com/Artigos/item/25653

http://www.panapress.com/Ministro-do-interior-promete-erradicar-narcotrafico-na-Guine-Bissau–3-423442-47-lang1-index.htmlhttp://www.panapress.com/Ministro-do-interior-promete-erradicar-narcotrafico-na-Guine-Bissau–3-423442-47-lang1-index.html)