“Nhamadjo na pirdi gás…”

by pasmalu

O PAIGC vai solicitar o agendamento da eleição do primeiro-vice presidente da Assembleia Nacional Popular, uma vez que Serifo Nhamadjo, que era o seu titular, exerce de facto e não de jure, o cargo, que o partido considera “juridicamente inexistente, de Presidente da República da Transição”.

A decisão, soube o PASMALU, foi tomada recentemente em Lisboa, numa reunião em que estiveram presentes, Carlos Gomes Junior, presidente do partido, Raimundo Pereira, segundo vice-presidente, Adiatu Djaló Nandingna , terceira vice-presidente, e Mamadu Djaló Pires, bem como uma delegação proveniente de Bissau, constituída por Augusto Olivais, secretário nacional do PAIGC, Óscar Barbosa, membro da comissão permanente do bureau político  e secretário para as relações externas e cooperação, Rui Diã de Sousa, também membro da comissão permanente do bureau político e líder da bancada parlamentar, e Fernando Mendonça, membro do bureau político e secretário para a informação do PAIGC.

Na reunião de Lisboa, alegou-se que Nhamadjo está a exercer “funções incompatíveis com as de presidente em exercício da ANP”, pelo que “o seu lugar deve ser preenchido pelo partido maioritário no parlamento a quem, aliás, o cargo pertence”.

Para o lugar é designada Adiatu Nandingna. A sua eventual eleição, coloca no entanto algumas questões pertinentes. Aceitaria Sory Djaló, actual presidente em exercício do parlamento, em substituição de Serifo Nhamadjo, ser relegado para segundo plano neste órgão de soberania?  E como se justificaria a “legitimidade” de Serifo Nahmadjo em ser presidente interino da transição, se o primeiro vice-presidente fosse escolhido pelo PAIGC? É bom relembrar, no termos da Constituição, o presidente da Assembleia Nacional Popular é Raimundo Pereira, que só foi chamado a exercer as funções de Presidente Interino, na sequência da morte de Malam Bacai Sanhá.