É na koi-koi

by pasmalu

Ontem, um grupo de militares do contingente da CEDEAO tomou de assalto a Assembleia Nacional Popular. Fortemente armados, com carros de combate e militares fardados e à civil (mas consistentemente armados), entraram na sede da ANP, passeando-se com total à vontade nos corredores do Parlamento.

Questionado sobre a sua presença, o auto-proclamado presidente da ANP disse nada saber e lá acabou o responsável pela segurança por dizer que eles tinham aparecido de surpresa afirmando que se vinham “instalar”

Esta atitude da ECOMIG causou uma autêntica revolta, mesmo a nível das chefias militares, que cada vez mais se sentem como um verdadeiro verbo de encher e a quem lhes querem retirar o habitual protagonismo.

Estas chefias afirmam mesmo à boca cheia que afinal quem precisa de uma reforma no sector da defesa e segurança são os militares do Senegal, Burkina, Costa do Marfim e Nigéria, que desconhecem qual a missão que deveriam ter num país estrangeiro.

Acresce que a este comportamento se junta o das chefias militares, especialmente dos nigerianos que passam os dias na piscina do Hotel Azalai, divertindo-se com as meninas de ocasião que, agora, abarrotam esta unidade turística.

Enquanto isso, e com o dinheiro a acabar, o mal-estar nos quartéis cresce dia a dia. Todos os dias os militares vão ao Ministério das Finanças levantar elevadíssimas somas de dinheiro, supostamente para a compra de alimentos, mas que são logo desviadas para as casas que as chefias estão a construir a uma velocidade vertiginosa.

Os montantes diários pedidos são astronómicos, suportados em orçamentos que eles apresentam e que exigem serem eles próprios a gerir, respondendo assim à proposta dos quadros do Ministério das Finanças de serem eles a fazer as compras e a entregar-lhes posteriormente. Calcule-se que para uma semana pedem 10 milhões de CFA para comprar sal.

Por este andar acabam todos por ter um AVC…