A matemática da repartição: as igualdades desiguais de António Indjai

by pasmalu

Em vésperas de um provável agravamento das sanções por parte do Conselho de segurança das Nações Unidas, foram conhecidas mais informações que demonstram a agudização da situação interna do país.

Ao sentimento de intranquilidade e desconfiança da população, tornou-se patente também entre as novas “autoridades”, em resultado de António Indjai, líder do golpe de 12 de Abril, manter o controlo da acção das autoridades de “transição”, interferindo pessoalmente ou através de gente de confiança.

O “presidente”, Serifo Nhamadjo, não tem escondido o incómodo, e a população tem percebido o desgoverno das autoridades de transição. O poder em si, é por natureza transitório, mas as nossas autoridades de tão transitórias, nem o poder conseguiram agarrar. Aliás nem o homem de Mansoa alguma vez fez questão disso. Demosntra-o o caso ocorrido há poucos dias, quando foi até ao conselho de ministros “travar” nomeações.

Mas Indjai sabe que corre riscos. O alinhamento pelos adversários de Kumba Yalá (ou antes, destes a darem a cara por ele) coloca-o em lugar desconfortável. Por isso, o melhor é andar, e para tal o Toyota blindado que esteve ao serviço de um membro do governo, serve-lhe agora de protecção. E é claro, o “poiso” também vai diariamente variando. E convém, pois além desta luta de galaripos entre os balantas, nesta República nem todos são iguais. Um é mais do que os outros, sobretudo quando se trata de repartir os lucros do narcotráfico… Tudo para o um… Nada para os outros. Ao comandante de Mansoa o subsídio mensal de cerca de 7 mil e quinhentos euros (para que nos entendam bem) não lhe tem chegado, nem com as atenções especiais que os angolanos lhe prestavam. E ainda há quem o chame de ingrato