Nhamadjo forontá, ninguin ka misti kunsil

by pasmalu

O presidente de transição, designado pela CEDEAO, foi humilhado pela UEMOA, União Económica e Monetária de África Ocidental. Alassane Ouattara convidou o seu “súbdito” Serifo Nhamadjo a estar presente no encontro que se realizou ontem em Abidjan, só que, diversos chefes de Estado manifestaram-se contra, por não considerarem “legítima” a subida do antigo candidato, derrotado nas urnas por Carlos Gomes Junior, à cadeira presidencial.

Face a essa oposição, o presidente costa-marfinense, mandou um emissário a Bissau, a apresentar desculpas a Nhamadjo, por ter sido obrigado a desfazer o convite. Mas Ouattara preocupado em estabelecer o protectorado na Guiné-Bissau, tratou de conseguir que da cimeira da UEMOA saísse a ajuda desta organização e da Nigéria para pagar os salários em atraso.

Não foram avançadas as contra-partidas que vão ser impostas à Guiné-Bissau, embora a exploração dos recursos naturais do nosso país, que ultimamente têm sido falados, possam ser a moeda de troca exigida pelos neo-colonialistas. Nessa lógica, compreende-se que o isolamento internacional da Guiné-Bissau não seja uma preocupação dos dirigentes golpistas, uma vez que o País, enquanto tal, deixa de existir.

Por isso, à partida, hoje, para o Senegal, Serifo Nhamadjo,  (que ao viajar num avião posto à disposição pelo governo de Dakar demonstrou o pau-mandado que é)  disse que  “não sei o isolamento que temos, mas não nos sentimos isolados, estamos no concerto das nações , há mal entendidos é evidente, mas sou da opinião de que quando há problemas só há uma única via: é resolvê-los, não continuar com os problemas”.

A UEMOA em Abidjan veio dizer ontem, por outras palavras: Nós ajudamos…  (a factura virá depois, mas não tardará), mas a Guiné-Bissau (como o demonstra a prática política, a maneira como os dirigentes golpistas são tratados pelos dirigentes regionais mais implicados na situação guineense) passa ao estatuto de COLÓNIA… Não nos iludamos.