Bardadi kunsa na kunsidu

by pasmalu

Dahaba na Walna e António Indjai de costas voltadas. A ruptura entre os dois homens parece definitiva. O porta-voz da junta auto-defunta não gostou de ver o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas a tentar  “camuflar” o mal-estar nos quartéis.

Na passada quarta-feira, o general de Mansoa, convidou diversas individualidades ligadas aos meios artísticos a visitar o quartel de Amura, e mostrou-lhes as cozinhas – onde era patente a deficiente alimentação,  só com arroz seco “kuntangu”,  e falta de condições de higiene – para justificar a legitimidade do golpe de 12 de Abril, face ao “desleixo” atribuído ao governo de Carlos Gomes Junior.

Só que os militares sabem que não é assim. Os angolanos, até à altura do golpe, garantiram toda a alimentação dos soldados guineenses, tendo mesmo melhorado as cozinhas. Com a entrada dos militares da CEDEAO a situação agravou-se, pois os militares e polícias que para aqui vieram, contavam que fosse a Guiné- Bissau a assegurar a sua alimentação.

Ora, no dia seguinte, Dahaba na Walna não gostou de ver esta justificação ser apresentada  na televisão, pois já no tempo de Cadogo, António Indjai recebia e geria o dinheiro para a alimentação nos quartéis, somas que eram administradas a favor do próprio, não as partilhando com ninguém.

Alguns dias antes, na sessão com aos antigos combatentes na Assembleia Nacional, o tenente-coronel Dahaba Na Walna manifestou serem completamente infundadas as declarações de António Indjai,  de que os antigos combatentes recebiam 14.000 CFA, quando na realidade já há muito Carlos Gomes Junior tinha passado a pagar 30.000 CFA, chamando, por isso, em declarações de bastidores, “mentiroso” a António Indjai. Mais… considerou Na Walna, Indjai nem sequer sabe falar, nem articular duas palavras seguidas.