Continuam as matanças diárias em Bissau

por pasmalu

Perante a inércia dos países democráticos e com a conivência activa da CEDEAO, que pinta este país como se a barbárie não tivesse assentado praça na Guiné-Bissau e tudo estivesse a correr da melhor forma, prossegue todos os dias a MATANÇA de pessoas em Bissau.

Já não são só por razões de perseguição política, embora esses casos sejam os mais numerosos, mas os militares e alguns civis ligados ao (des)governo, que fazem questão de estar presentes e participar não só nos espancamentos como nos assassinatos, aproveitam para ajustes de contas de ódios pessoais antigos e recalcados.

Estes civis arrogam-se o direito e a desfaçatez de estar em primeiro plano nas conferências de imprensa logo atrás dos seus patrões, os militares.

Um funcionário da UNICEF conseguiu refugiar-se nessas instalações depois de ter sido perseguido e quando estava prestes a ser raptado à saída de um banco.

Igualmente um condutor do PNUD, de etnia felupe, anda fugido depois de ter sido perseguido para ser morto.

Militares e simples cidadãos balantas exigem nos mercados, que lhes sejam doadas garrafas de vinho e aguardente de cana sob pena de virem a exercer represálias. Para as vendedeiras das feiras que recusem fazê-lo, grupos paralelos do esquadrão da morte, deslocam-se a casa delas de madrugada, sovam-nas violentamente e deixam recados.

Assim vai o país (ou antes, colónia) da CEDEAO.

Que ninguém se esqueça que volta di mundu i rabu di pumba…

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