pasmalu

blog dedicado à actualidade guineense e da sub-região

Mexidas reais?

As coisas começam realmente a mudar??? A agência Lusa avança esta manhã que José Mário Vaz quer elementos de todas as etnias do País nas estruturas de segurança no Palácio da Presidência e já informou as chefias militares dessa pretensão.

Segundo a agência Lusa, António Indjai, o ainda chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, “recebeu a medida com tranquilidade”.

A antiga estrutura era dominada por membros da etnia Balanta, mas desde finais de julho grupos de militares da Marinha, do Exército, da Força Aérea e do Estado-Maior General das Forças Armadas que foram indigitados para integrarem o Batalhão da Presidência.  

Mas a mexidas são também ao nível dos serviços de segurança, isto é dos agentes secretos. Ocorrem nesta estrutura transferências de pessoal com uns a regressarem ao Ministério da Administração Interna e outros para a direção-geral da Segurança do Estado.

E para fechar o sistema, e anular potenciais riscos, as mudanças também se registaram nos serviços da escolta presidencial. Será tudo isto suficiente? A ver vamos!

A bubagem de Indjai

Confirma-se! O quartel da Marinha foi mesmo vendido a um empresário estrangeiro. Todo o quarteirão. Adivinhem para quê?. Pois é: a construção de um centro comercial. É o símbolo do progresso. É caso para dizer que é uma bubagem de António Indjai (não nos enganámos, é mesmo assim).

 

 

Quartel vendido, Indjai “despido”

Aqui em Bissau… o nome António Indjai não deixa de estar nas bocas do mundo. Desta feita, pela venda do quartel da Marinha à ARESKE. A notícia não está confirmada, mas confirmada está a informação de camiões a transportar pedra. Quanto a valores, muitos milhões, diz-se. Uma coisa é certa. O homem é fresco, e mal possa não deixará de fazer das dele. Que a situação não é segura, não haja dúvida! Basta recordarmo-nos das palavras dele, antes da tomada de posse, na sexta 20 de Junho, quando entrevistado na televisão: “nós militares subordinamo-nos ao poder político, se Deus quiser, e se nós quisermos!” Fugiu-lhe a boca para a verdade!

Roubar antes que a desbunda acabe

As palavras ainda podem ser alvo de desmentidos. Estas imagens não. O desmatamento selvagem é uma realidade aqui na Guiné-Bissau. Algumas imagens captadas em Falacunda.

Os barcos estão em Bissau. Um chegou ontem, outro está ao largo. E não se esconde para que se destinam. Ainda há dois dias o director-geral do Ministério do Comércio admitiu o “carregamento de três mil toneladas da castanha de caju deve já estar em curso num navio que vai também transportar madeira”.

E são às dezenas os contentores cheios de madeira em Bissau. Só não vê quem não quer. Os bolsos dos transitórios vão-se enchendo enquanto o povo paga a factura. Veja as fotos em baixo.

Falacunda

Falacunda 1

Falacunda 2Falacunda 3
Bissau

Zona contentores bissaubarco porto bissau - 5 junho 2014

Bubo Na Tchuto assume-se culpado em tribunal

Culpado…
Assim se admitiu perante a Justiça norte-americana Bubo Na Tchuto, o antigo chefe da Marinha da Guiné-Bissau. Uma declaração antes do julgamento por conspiração para introduzir droga nos Estados Unidos.
A declaração de culpa de Bubo Na Tchuto foi avançada em Nova Iorque por fontes judiciais, de acordo com a Agência Reuters.
Leia notícia completa em Inglês, clicando no link em baixo:

http://www.chicagotribune.com/news/sns-rt-us-bissau-drugs-guilty-20140603,0,3575888.story

Ma tafal-tafal taka dê!

Está a circular aqui em Bissau, um documento, do qual vamos apresentar alguns pontos, com ideias verdadeiramente espantosas, que a concretizarem-se transformariam o Presidente e governo eleitos, em verdadeiras marionetas, sem poder, salvaguardando os golpistas e oportunistas transitórios.

Escrito na primeira pessoa, em papel timbrado, o texto cuja autoria se presume de Nuno Nabian, mas não assinado (como convém, para poder ser sempre desmentido), põe, o que não é desmentível, a circular as ideias, a ver se pegam, de forma a que ainda que vencido nas urnas, ele, Nabian, vença agora pela tramóia.

Nem mais! Lê-se no texto que no âmbito do “projecto Guinendade positiva, paz, coesão social, unidade nacional e democracia”, acolhido “por uma significativa parte do povo da Guiné-Bissau”, convém ao seu mentor, que se define como “guia e líder dessa gente” que sejam “tidos em conta na definição de políticas públicas e sociais, bem como na implementação de programas de governação daqui por diante”, ou seja, não só o governo de Domingos Simões Pereira, mas os que vierem a seguir.

Mas o “dito” Nabian não quer ficar por aqui: Propõe “que seja criado um espaço, uma estrutura ou uma instituição, que vele ao mais alto nível do Estado, pela definição, implementação e supervisão do programa de reforma sustentada e viável dos setores da defesa e segurança”, e mais, “que para essa instituição, estrutura ou espaço que pode substanciar-se na institucionalização do cargo de Vice-Presidente da República (ainda que tal possa implicar a adoção da norma constitucional ad-hoc, pelos órgãos competentes) seja o líder do projecto Guinendade nomeado, com, entre outras funções, de supervisão do programa de reforma dos setores da defesa e segurança”.

Por outras palavras, tudo ficaria na mesma: Nabian, ou antes, o seu “amo” Indjai, a mandar. Um presidente assim, sem poderes, servira para quê?

Porém, ainda não acabou. Há ainda que garantir a roubalheira de recursos naturais que se faz descaradamente, com dezenas de camiões a caminho do porto, todos os dias, com embarque garantido para a China. O presidente eleito, Jomav, já veio falar na necessidade de rever os contratos assinados pelos transitórios. Há que impedir isso! Dizemos nós.

Qual quê! Sugere-se neste texto, que seja “criada uma Agência ou Alta Autoridade de regulação ou de gestão transparente de recursos minerais (veja-se a transparência!) que seria dirigida e provida de quadros oriundos do projeto Guinendade, sem prejuízo de integração de outros quadros nacionais (claro que em segundo plano, cremos nós!) com vocação e competência para esse domínio específico.

E que tal senhor Presidente José Mário Vaz, dizemos nós, pegar na ideia, mas em vez de uma Agência ou Alta Autoridade, seguir o exemplo de Timor-Leste e criar um fundo para os recursos naturais, mas que seja mesmo transparente, governado já agora por Timor-Leste, Nações Unidas ou outras instituições ou organismos internacionais credíveis. Olhe livra-se de lhe dizerem que quer rever os contratos para pôr “ a mão na massa” e que o dinheiro vai mesmo ser distribuído pelos principais interessados: os guineenses.

Então, até amanhã (às 11 horas)

Nuno Nabian quer contestar os resultados, mas com os observadores da CEDEAO e da União Africana a dizerem que tudo correu bem, arrisca-se a ficar desacreditado e a falar ao vento.

O general, esse reafirmou a sua lealdade ao Poder político. Como diz o homem das gambas: a palavra deve servir para alguma coisa.

 

 

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